A Historia do Jazz Dance - Jack Cole

A História do Jazz Dance – Jack Cole
Por Andre Gama

Jack Cole – O Pai do Jazz Teatral
Jack Cole criou a linguagem do jazz dance teatral. Ele desenvolveu uma forma totalmente pessoal de “jazz-ballet-étnico” que se tornou a forma dominante da técnica para a dança utilizada até hoje em musicais, filmes, shows televisão, comerciais e vídeos. Seu estilo enfatizava isolamentos, colocações pés em ângulo, mudanças rápidas de direção e longos deslizamentos de joelhos. O estilo inconfundível de Jack Cole resiste no trabalho de Gwen Verdon, Bob Fosse, Jerome Robbins, Gower Champion, Peter Gennaro, Michael Bennett, Rod Alexander, Carol Haney, Matt Mattox, Camille Long Hill, Tommy Tune, e outros inúmeros bailarinos e coreógrafos.

Nascido em New Brunswick, New Jersey, com o nome de John Ewing Richter, Jack Cole será sempre relembrado como o maior inovador da história do Jazz Dance Teatral. Altamente disciplinado e dedicado à perfeição absoluta, Cole ficou conhecido por ser um mestre tirano. Em sua carreira, Cole via a informação, o pensamento e o conhecimento como sistemas necessários à sua vida como bailarino e coreógrafo. Ele fez exigências extraordinárias aos seus bailarinos, e tinha fama de usar linguagem vulgar e até mesmo violência física na sua busca pela excelência artística.

Em uma entrevista para a revista “Dance Magazine”, em 1968, Cole afirmou: “Às vezes você precisa dar um tapa neles. Às vezes você precisa beijá-los. Não é como pintar ou escrever, ou algo que se possa fazer sozinho. O problema com coreografar é que antes você tem que tirar a pessoa do caminho para que então você possa trazer o bailarino.” Mas o ensino da técnica não era tudo. Cole exigia que seus bailarinos estivessem em contato com as emoções e atitudes do movimento. Neste mesma entrevista, ele ainda disse: “No teatro, você quer ver pessoas reais, fazendo coisas reais, expressando emoções válidas, de uma forma artística, siginificante, disparando partículas de visão que vão te atravessar e te fazer entender algo sobre a vida, sobre você mesmo”. Eu apenas tento tocar o bailarino no centro das suas emoções. Eu tento lembrá-lo de quem ele é – um bailarino, um ator, uma pessoa real. Se você se sentir envergonhado disso ou desta emoção, você não pode dançar. Você não deve se comportar de certa forma como pessoa, mas quando dança você deve trazer a emoção real para qualquer coisa que você estiver fazendo. Não é este o significado da dança – emoção, vida – e não apenas passos no ar?

A formação de Cole em Bharata Natyam (dança Indiana) influenciou fortemente seu estilo. Ele colocou a autêntica dança indiana em músicas contemporâneas de jazz (como “Dinner Music for a Pack of Hungry Animals”, de Raymond Scott) e combinou os movimentos com características de dança afro-americanas e outras danças étnicas. Esta foi a primeira formação de um estilo de jazz teatral, e ficou conhecido como “Cole Style”, mas Jack Cole o chamava de “Urban Folk Dance”.

Cole coreografou diversos musicais da Broadway, como Magdalena, Carnival in Flanders, Kismet, A Funny Thing Happened On The Way To The Forum, Kean, Donneybrook!, Jamaica e Man Of La Mancha. Seu trabalho com filmes incluiu Eadie Was a Lady, Moon Over Miami, On the Riviera, Cover Girl, The Merry Widow, Gentlemen Prefer Blondes, There's No Business Like Show Business, The I Don't Care Girl, Thrill Of Brazil, Down To Earth, Kismet, Les Girls, Some Like It Hot, e muitos outros que não lhe foram creditados.

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